Morreu, na manhã desta quinta-feira (25), o músico tradicionalista Albino Manique, aos 80 anos. Renomado acordeonista, ele faleceu por volta das 8h30min, no Hospital São Lucas, em Porto Alegre. O músico estava internado há aproximadamente 20 dias devido ao agravamento de um câncer de pulmão.

Nascido em São Francisco de Paula, em 1944, Manique mudou-se para Porto Alegre aos 11 anos, com um sonho claro em mente: tornar-se um músico profissional do cancioneiro gaúcho. Desde os sete, já demonstrava talento e paixão pela música.

Ao longo de sua vida, tornou-se reconhecido como um dos mais importantes acordeonistas do Estado.  Em 1961, gravou o primeiro disco juntamente com Francisco Castilhos, intitulado Barbaridade. Logo em seguida, fundaram o grupo Os Mirins. A carreira dele foi marcada por mais de 40 trabalhos gravados, seja em carreira solo ou em parceria com Castilhos (1942-2003).

Estima-se que Manique tenha sido autor de mais de 300 canções, contribuindo significativamente para o enriquecimento do repertório musical do Rio Grande do Sul.

Ainda não há informações sobre o velório e as últimas homenagens ao músico. Ele deixa três filhas.

Confira a nota de pesar do MTG pelo falecimento de Albino Manique:

“É com profundo pesar que o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) recebe a triste notícia do falecimento de Albino Manique, aos 80 anos de idade. Reconhecido como uma lenda da música tradicionalista, deixou um legado inestimável para a cultura gaúcha.

Natural de São Francisco de Paula, o artista dedicou sua vida à música e à preservação das tradições gaúchas. Sua paixão pelo acordeão e sua habilidade como compositor marcaram época e encantaram gerações. Manique iniciou a trajetória na música aos sete anos, em São Francisco de Paula. Gravou mais de 40 trabalhos, seja solo, ou com a Dupla Mirim — ao lado de Francisco Castilhos (1942-2003) — que, mais tarde, passou a se chamar Os Mirins. Estima-se que tenha sido autor de mais de 300 canções.

Infelizmente, após uma batalha contra o câncer de pulmão, Albino nos deixou no dia 25 de Abril de 2024, enquanto estava internado no Hospital São Lucas da PUCRS, em Porto Alegre.
‘A luz dos palcos insiste em permanecer acesa na esperança da presença desse grande artista e um holofote continua a iluminar os caminhos da querência por onde trilhou como grande compositor e acordeonista’, afirmou a presidente do MTG, Ilva Goulart

Neste momento de luto, o Movimento Tradicionalista Gaúcho presta suas mais sinceras condolências aos familiares, amigos e admiradores de Albino Manique. Que sua música continue a ecoar pelos campos do Rio Grande do Sul, inspirando e emocionando a todos que a ouvem”.

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