A pequena cidade de Peixoto de Azevedo, no Mato Grosso, distante quase 700 km de Cuiabá, está chocada com um crime horrendo praticado por uma mulher de 48 anos e seu filho, de 28, médico na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Município, ocorrido no domingo (21). Ines Gemilaki e Bruno Gemilaki Dal Poz invadiram uma residência e saíram disparando vários tiros indiscriminadamente na direção das pessoas que estavam no local, matando dois idosos, Pilson Pereira da Silva, 80 anos, e Rui Luiz Bolgo, de 68. Eles ainda feriram a tiros um padre.

Conforme a Polícia Civil do Mato Grosso, Ines é pecuarista e alugava um imóvel de um homem que é o dono e morador da casa onde crime ocorreu. Por conta desse local alugado, a mulher teria deixado dívidas para o proprietário, ocasião em que uma desavença teria tido início entre eles. Horas antes do macabro episódio, ela foi a uma delegacia e registrou um boletim de ocorrência por ameaça contra o sujeito.

“A suspeita locava o imóvel do proprietário e, ao sair, deixou algumas dívidas, o que gerou uma ação judicial. A partir daí, houve várias discussões e desentendimentos entre eles, o que resultou nesse crime bárbaro”, relatou a delegada responsável pelo inquérito, Anna Paula Marien.

Imagens gravadas por câmeras de segurança do imóvel, internas e externas, mostram mãe e filho chegando à casa armados, ela com um revólver e o jovem médico com uma escopeta calibre 12. O rapaz segue do lado de fora disparando, enquanto ela ingressa na residência, tem acesso ao ponto onde as pessoas estão reunidas, e começa a disparar de forma aleatória, fazendo duas vítimas fatais e ferindo o clérigo católico.

O homem que era o alvo da ação não foi atingido e segundo as autoridades teve alguns ferimentos leves e escoriação provocados por estilhaços de vidros que se partiram com os disparos. O marido de Ines, que é padrasto de Bruno, identificado como Márcio Ferreira Gonçalves, também é procurado pela polícia, já que ele teria dado cobertura aos assassinos e os ajudado a fugir do local. Mãe e filho estão foragidos.

Um portal de notícias do Mato Grosso reportou ainda que Ines e o filho Bruno saíram da cena do crime e na sequência entraram num mercadinho da região, onde câmeras de vigilância gravaram ambos comprando cerveja e enviando mensagens pelo celular.

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