Tcheco, de 47 anos, foi apresentado como novo treinador do Caxias na manhã desta segunda-feira (17). Ele chega para assumir a vaga deixada por Thiago Carvalho, vice-campeão gaúcho e que foi para o América-RN na semana passada. O último trabalho dele foi no Azuriz, do Paraná, e deixou o comando da equipe após o término do estadual.

Com duas passagens como jogador pelo Grêmio, Tcheco retorna ao Rio Grande do Sul agora como treinador. Em coletiva de imprensa, ele elogiou o antecessor e destacou que tem confiança no seu próprio trabalho para alcançar as metas traçadas pela diretoria, que pretende estar na Série B do Brasileirão em 2025.

“Uma grande oportunidade para demonstrar o meu trabalho, em um estado onde fui muito feliz como jogador, e agora espero ser como treinador (…) Sei dessa responsabilidade porque geralmente quando se tem uma troca de treinador é porque os resultados não são positivos, agora é o contrário, o Thiago saindo por escolha e deixando o clube, e acabe manter esse alto nível de trabalho que acabou fazendo”.

A experiência dele na Série D foi um dos favores que pesaram para a diretoria optar pela sua contratação. Em 2021 e 2022 ele comandou o Cascavel. No último ano, foi eliminado pelo Paraná na segunda fase. Segundo o novo treinado do Grená, é um torneio “ingrato e difícil”. Vale lembrar que o Caxias está longe da Série C desde 2015, quando foi rebaixado.

Após o término do Gauchão, além de Thiago Carvalho, o Caxias também anunciou a saída de Jean Dias para o Internacional, além de encaminhar a negociação do goleiro Bruno Ferreira com o Ceará. Mesmo com as saídas, destacou a base do elenco que permaneceu no Estádio Centenário.

“Nós temos que ser assertivos, temos tempo para buscar reforços. (…) Mas o mais importante é que tanto a diretoria como nós que estamos chegando, sabemos que temos que reforçar, e isso vamos tentar fazer com bastante calma”.

Sem querer comparar o seu trabalho com o do antecessor, Tcheco disse que possuem semelhanças na forma de armar o time, principalmente se tratando no setor ofensivo. E, ao lembrar do intercâmbio que realizou na Inglaterra, falou que se desenvolveu na defesa.

“Não tem o porquê de eu querer mudar tudo, é um trabalho que vem dando certo, só vou colocar e pontuar algumas convicções minhas e deixar o mecanismo continuar com a mesma ‘vibe’ que vinha acontecendo. É um time muito forte dentro de casa, e fora de casa vamos consolidar um trabalho que possa fazer os resultados necessários para nós”.

Aproveitou também para comentar que a relação entre torcida e jogadores será fundamental para alcançar as metas. Enérgico quando estava dentro de campo, segundo ele, essa é a melhor maneira de convencer o torcedor sobre o trabalho.

“Tem uma frase que eu aprendi no intercâmbio: ‘honre o teu escudo na frente que você ser lembrado pelo nome de trás’. Acho que isso já determina tudo que eu quero passar para eles, jogar com determinação e vontade, porque você está representando eles [torcedores]”

O Caxias está no Grupo A8 da Série D, e estreia no dia 6 de maio contra o Sãojoseense, no Paraná. Na primeira fase, também enfrentará os gaúchos Aimoré, Brasil de Pelotas e Novo Hamburgo, além do Camboriú e Hercílio Luz de Santa Catarina.

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