A Federação Israelita do Rio Grande do Sul (FIRS) se disse indignada em relação a posição do governo brasileiro sobre o ataque do Irã contra Israel no último sábado, 13/04.

“O Brasil optou por uma postura de não condenação, posicionando-se de maneira preocupante ante as agressões sofridas pela nação israelense. A atitude do Brasil vai na contramão das manifestações das principais democracias mundiais e da própria ONU [Organização das Nações Unidas], que condenaram veementemente as agressões praticadas pelo Irã”, disse a entidade em nota oficial.

Na visão da FIRS, o governo brasileira deve condenar o ataque de um “país financiador de diversos grupos terroristas que desestabilizam a situação no Oriente Médio”, finaliza. A nota é assinada pelo presidente da FIRS, Marcio Chachamovich.

O ataque

O Irã enviou drones e mísseis para atacar Israel no sábado, 13/04. Os drones demoraram horas para alcançar o território israelense. Pouco antes das 20h (2h da madrugada de domingo, 14/04, no horário de Israel) foram ouvidas diversas explosões na cidade de Jerusalém. Além disso, as sirenes de aviso soaram em quase todo o país.

Por volta das 19h, o Irã anunciou que havia concluído os ataques contra Israel e que atacaria novamente caso Israel respondesse. Cerca de uma hora depois, militares de Israel sinalizaram o fim da ameaça representada pelos mísseis e drones iranianos. O Exército informou que não era mais necessário que os moradores se abrigassem.

Ninguém morreu durante o ataque.

O que disse o Itamaraty?

Ainda na noite de sábado, 13/04, o governo brasileiro se manifestou sobre o ataque. “O Governo brasileiro acompanha, com grave preocupação, relatos de envio de drones e mísseis do Irã em direção a Israel, deixando em alerta países vizinhos como Jordânia e Síria”, afirma. “O Brasil apela a todas as partes envolvidas que exerçam máxima contenção e conclama a comunidade internacional a mobilizar esforços no sentido de evitar uma escalada.”

Por fim, o Itamaraty destaca que vem monitorando a situação dos brasileiros na região, em particular em Israel, Palestina e Líbano desde outubro passado.

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